Sentimentos e Vivências

P ubliquei o primeiro texto em 18 de Julho de 2006, longo já é o caminho percorrido.
Centenas de textos passaram por aqui, uns voltaram outros estão arquivados mas todos eles estão bem presentes na minha mente.
Neste espaço que é o meu diário pessoal sobre sentimentos e vivências vou continuar a partilhar sentimentos e vivências para todos os que sabem o significado da palavra...

PROFUNDAMENTE.

Vivemos numa sociedade que nos obriga a assumir atitudes e modos de vida impostos, que não respeita a nossa vontade e que nos priva da nossa própria personalidade.
Aquilo que outrora era motivo de orgulho, e que se pode simplesmente definir por conduta moral é hoje um tormento.
Fomos submersos por uma onda de falsidade e hipocrisia, onde impera o culto do materialismo e da imagem.
Esquecemos por completo a alma, o espírito, o intemporal, o eterno ser humano que através das palavras conquistou o poder de comunicar.
Estar vivo é o mais belo presente que podemos receber, mas a maioria das pessoas só aprendeu a existir, mas isso não faz com que sejam melhores ou piores, apenas pessoas que se estão a esquecer de viver.
A dor é necessária e o sofrimento também para o nosso crescimento, resta saber se vamos baixar a cabeça, reflectir no que está errado, reconsiderar e seguir em frente, ou chorar convulsivamente como uma criança que perdeu o seu brinquedo favorito.
Aprendi que a vida é feita de momentos. Aprendi que o tempo não pára, e não espera por ninguém, portanto, fiz dele meu amigo, meu aliado.
Vivo em paz, de consciência limpa e assim será até ao dia da minha partida.

889 - 365

S e déssemos a consciência a todos os seres, a infelicidade, o pranto e a dor inundariam o universo.
A agonia da morte das estrelas habitaria os céus, os mares chorariam nos peixes que nele habitam, os campos seriam tristes, os animais deixariam o instante em que, felizes, residem e até o canto das aves se transformaria em choro.
Não é por acaso que o nosso evolucionismo espiritualista fez da dor a categoria ontológica fundamental,substituindo a evolução pela redenção.
Regressar à Natureza sempre foi uma terapia, mas depressa nos cansamos da cura. Amamos estar doentes. Ser humano é um vício.
O mundo não tem nem deixa de ter sentido. O sentido não é uma categoria ontológica, mas metafísica, e esta foi sempre algo de acrescentado, pelo homem, à Natureza.
A ciência ensina-nos que a Natureza não se sabe nem precisa de saber para criar. Quando serão, de uma vez para sempre, restituídos os direitos de autor à Natureza?

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